Faltando poucos dias para a votação de domingo, 4 de outubro, nos vários níveis da disputa de 2026, diversos fatos e especulações tomam conta da sucessão a partir do tema mais emergente: haverá ou não segundo turno na Paraíba?
Os defensores de Lucas Ribeiro acreditam, com base em pesquisas, que tudo será liquidado ainda no primeiro turno, enquanto Efraim Filho reclama da pouca visibilidade de suas manifestações — como a realizada em Campina Grande —, da mesma forma que o grupo de Cícero Lucena reivindica igual tratamento por se julgar em plenas condições de avançar ao segundo turno.
O debate da Globo
Nesta terça-feira, as atenções se voltam para o debate na Rede Paraíba de Televisão — afiliada da TV Globo —, com a presença confirmada dos três principais concorrentes. Em tese, por mais que ocorram duros enfrentamentos e acusações mútuas, dificilmente o evento alterará de forma expressiva as tendências consolidadas do eleitorado.
Hugo no foco
Grandes veículos de comunicação nacionais a partir de Brasília e de São Paulo, como o Metrópoles e a Folha de S.Paulo, têm se revezado em reportagens sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta, apontando ligações estreitas com negociações envolvendo Vorcaro, no rumoroso caso Master.
Tudo isso explode justamente na semana decisiva em que Hugo precisa de fôlego e tempo para tentar reverter perdas de prefeitos no interior paraibano, em meio à forte contraofensiva de Veneziano Vital disposta a frear o crescimento de Nabor Wanderley ao Senado.
Mudanças na Câmara
Dados de pesquisas internas e sondagens de bastidores apontam para a real possibilidade de que nomes tradicionais da bancada federal fiquem sem reeleição.
No campo da esquerda, por exemplo, projeções indicam o retorno do ex-governador Ricardo Coutinho, o que desalojaria Luiz Couto. Há, inclusive, indicativos de que RC consiga puxar mais uma vaga para a federação, acirrando o confronto direto entre Luiz Couto e Gervásio Maia — este agora no PCdoB.
No Podemos, diante de divisões internas, analistas admitem que Ruy Carneiro ou Romero Rodrigues — um dos dois — possa sobrar na curva. Cenário similar ao do PSD, mergulhado em atritos que ameaçam a recondução de Mersinho Lucena e de Wellington Roberto, alvos de baixas políticas recentes.
A conferir ainda os desempenhos de Fábio Tyrone (PSB), com previsão de votação expressiva, porém sob dúvidas quanto à força de legenda; de Jhony Bezerra, também cotado para votação robusta; e de George Morais, que busca se cacifar na esteira do desempenho eleitoral de Cabo Gilberto Silva.
João consolidado
Aqueles que apostavam em ondas de traição contra o ex-governador e candidato a senador João Azevêdo já recolheram os argumentos: a corrida demonstra que o isolamento previsto não se efetivou. João manteve-se sólido nas pesquisas sem sequer precisar colar ostensivamente sua imagem à do presidente Lula, hoje o maior cabo eleitoral do estado.
Ele sempre esteve na base lulista, mas a seu estilo — comedido e sem o alarde dos concorrentes, ao contrário de Veneziano, para quem essa vinculação direta é questão de sobrevivência política nas urnas.
Última
“O olho que existe / é o que vê”





