Economia

Varejo da Paraíba fecha quadrimestre com alta de 2,3% e supera média nacional

O comércio varejista na Paraíba acumula uma alta neste primeiro quadrimestre de 2026 chegando a superar, inclusive, a média registrada no Brasil. De acordo com dados divulgados nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), conforme apuração do ClickPB, a Paraíba vivencia um crescimento acumulado de 2,3% no volume de vendas em relação ao mesmo período de 2025. O índice consolida a força do estado, posicionando o desempenho paraibano acima da média brasileira, que fechou o período com avanço de 2,0%, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC).

No entanto, o balanço traz um viés de forte desaceleração no curto prazo. Após engatar três meses consecutivos de expansão no início do ano, o varejo paraibano registrou uma retração de 1,9% no volume de vendas em abril na comparação com março.

O recuo de 1,9% na variação mensal (abril contra março de 2026) colocou a Paraíba na nona colocação entre as maiores quedas do país. O movimento de retração foi uma tendência nacional, já que o índice geral do Brasil também encolheu 1,5% no mesmo recorte. No cenário doméstico nacional, apenas seis estados conseguiram escapar do terreno negativo, liderados por Roraima (1,8%) e Tocantins (1,6%).

A perda de ritmo paraibana fica evidente quando analisamos a quebra do histórico recente do volume de vendas neste início de ano:

  • Janeiro de 2026: +1,0% (Expansão)
  • Fevereiro de 2026: +2,0% (Aceleração)
  • Março de 2026: +0,5% (Desaceleração sutil)
  • Abril de 2026: -1,9% (Queda e interrupção do ciclo)

Na comparação direta com abril de 2025, o recuo paraibano foi de 1,6% no volume comercializado, configurando o terceiro pior resultado do Brasil para este indicador específico, ficando na contramão da média nacional, que subiu 1,0% inflada pelos desempenhos de Pernambuco (8,9%) e Distrito Federal (6,5%).

Paraíba segue no Top 10

Apesar do tropeço registrado em abril, os indicadores de longo prazo mostram que a estrutura do varejo na Paraíba continua saudável e resiliente. No acumulado dos últimos 12 meses, o estado carimbou a nona colocação no quadro geral do país, exibindo uma variação positiva de 3,6% no volume de vendas — empatando estatisticamente com a Bahia. O resultado do estado humilhou a média nacional de 1,5% para o mesmo período.

No topo dessa pirâmide de 12 meses ficaram os estados do Rio Grande do Norte (6,3%), Amapá (6,0%) e Pernambuco (5,2%), evidenciando o protagonismo da região Nordeste na recuperação e manutenção do fôlego de consumo do varejo de bens de consumo.

Quando deixamos de lado o volume físico de mercadorias e passamos a mensurar o dinheiro que efetivamente entrou no caixa das empresas (Receita Nominal de Vendas), o comércio paraibano mostra uma boa blindagem contra as pressões inflacionárias, superando os índices federais no acumulado.

A divergência entre o crescimento da receita nominal acumulada (+4,5% no quadrimestre) e o volume real de vendas (+2,3%) evidencia o impacto persistente dos preços ao consumidor. Os paraibanos estão gastando mais dinheiro nominal nas frentes de caixa para levar fatias ligeiramente menores ou equivalentes de produtos para casa.

Blog do Araújo Neto