A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre encerrado em maio, indicando estabilidade em relação ao trimestre imediatamente anterior e uma queda de 0,6 ponto percentual comparada ao mesmo período do ano passado. O resultado do indicador é o menor para o mês de maio desde o início da série histórica, iniciada em 2012.
A pesquisa mostra que 6,1 milhões de brasileiros em idade ativa estavam sem trabalho naquele trimestre. O resultado é comum, consequência de uma variação sazonal, em que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Em relação às pessoas ocupadas em idade de trabalhar, o nível foi de 58,6%, com variação de 0,2 ponto percentual no trimestre (58,4%). No ano, o índice também ficou estável, com 58,6%.
Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (26) pelo IBGE.
Carteira assinada
A pesquisa mostra, ainda, uma estabilidade no número de trabalhadores do setor privado que possuem carteira assinada, indicando um total de aproximadamente 39,3 milhões.
Com relação aos que trabalham no setor privado sem carteira de trabalho assinada, o total foi de 13,4 milhões de pessoas, também apresentando uma estabilidade.
Diferente das categorias anteriores, um grupo que vem demonstrando estabilidade ou queda nos últimos cinco trimestres é o de trabalhadores domésticos, estimado em 5,4 milhões de pessoas.
O grupo apresentou estabilidade no período entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, mas, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, mostra queda de 328 mil postos de trabalho.
Renda média
Os brasileiros empregados receberam, em média, R$ 3.726 por mês, e a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 377,7 bilhões.
Esse indicador se refere à soma dos rendimentos brutos geralmente recebidos por todas as pessoas ocupadas em todos os trabalhos que tinham na semana de referência para o levantamento.
A Pnad Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil, segundo o IBGE. A amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios e visitados a cada trimestre. Cerca de 2.000 entrevistadores atuam na pesquisa, integrados às mais de 500 agências do instituto em todo o país.
Fonte: R7





