O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça não deve garantir a homologação automática de um eventual acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Para convencer o ministro, Vorcaro teria que oferecer algo a que a Polícia Federal não tenha acesso: informações novas a respeito das investigações sobre o banco.
Depois disso, Mendonça analisaria as informações prestadas — além do nível de profundidade, interesse público e utilidade delas — para decidir que tipo de benefício poderia ser concedido a Vorcaro.
A possibilidade de o empresário fechar um acordo de delação premiada tem gerado especulações desde que ele foi preso pela segunda vez, em meio às investigações da Operação Compliance Zero.
Movimentações de Vorcaro
A dimensão das consequências envolvendo o Master, a quantidade de possíveis envolvidos no esquema — em diferentes graus — e a recente troca de advogados aumentam os rumores de uma possível delação de Vorcaro.
Com dois dias de prisão, em 6 de março, o empresário foi transferido para a Penitenciária Federal em Brasília.
Em março, o STF manteve a prisão dele por unanimidade, medida determinada por André Mendonça. No mesmo dia da votação, o banqueiro trocou de advogados.





