O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (10) que pretende incluir estudantes endividados do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) no programa de renegociação de dívidas do governo federal.
A declaração foi feita durante a inauguração da sede do campus do IFSP (Instituto Federal de São Paulo), em Sorocaba. A obra, iniciada em julho de 2024, integra a expansão da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e busca ampliar o acesso ao ensino técnico na região.
Com 4,6 mil metros quadrados de área construída, o campus passa a contar com salas de aula, laboratórios do tipo oficina e bloco administrativo. O investimento total foi de R$ 20 milhões, além de R$ 9 milhões em recursos adicionais.
Durante o discurso, Lula destacou as dificuldades enfrentadas por estudantes com dívidas do Fies e defendeu a renegociação. “Os estudantes estão se endividando, e nós vamos colocá-los na nossa negociação de dívidas. Não podemos tirar o sonho de um jovem porque ele está devendo. A gente espera que, ao se formar, ele possa pagar essa dívida como um profissional competente e contribuir para o país”, declarou.
O presidente também rebateu críticas sobre os gastos com educação e comparou os custos com o sistema prisional. Segundo ele, investir em estudantes é mais eficiente do que arcar com despesas relacionadas à criminalidade. “Não me digam que investir em educação é gasto. Não existe outro caminho para o Brasil se tornar um país desenvolvido, democrático e tecnológico sem investimento em educação”, sustentou.
O ex-ministro da Educação, Camilo Santana, também ressaltou o compromisso do governo com o ensino técnico e a expansão dos institutos federais. Ele destacou o crescimento da rede nas últimas décadas e defendeu mais investimentos na área. “Quando há estrutura de qualidade, conseguimos os melhores resultados. Esta escola é um modelo para a educação brasileira no século 21”, afirmou.
Trump
Ao final do evento, Lula comentou o cenário internacional e fez uma referência ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em tom descontraído, ele afirmou que o Brasil seguirá defendendo a paz. “Vivemos um mundo difícil, mas não queremos guerra. O Brasil é a terra da paz e do amor”, frisou.

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