O Batalhão de Polícia do Exército de Brasília informou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que duas das armas do ex-presidente Jair Bolsonaro listadas para apreensão não foram localizadas sob sua custódia, como havia sido informado pela defesa de Bolsonaro.
Em ofício enviado nesta segunda-feira (6), a instituição esclareceu que os demais armamentos citados na decisão judicial já foram entregues à Superintendência da Polícia Federal.
Os itens que não se encontram no batalhão são uma pistola Glock 9mm e uma espingarda da marca Maestro Arms Company, de calibre 12.
De acordo com o documento assinado pelo tenente-coronel Caio de Vargas Lisboa, as outras seis armas do lote — que incluem modelos das marcas Taurus, Springfield Armory, Arex e SIG-Sauer — foram devidamente transferidas para a guarda da PF.
Após a manifestação do Exército, a defesa de Bolsonaro enviou um comunicado a Moraes afirmando que a espingarda Maestro Arms Company encontra-se, na verdade, em uma importadora de produtos bélicos em Caxias do Sul (RS).
Segundo os advogados, o armamento foi um presente recebido pelo ex-presidente, mas “sequer chegou a ser retirado das dependências da empresa” desde a sua aquisição, o que explica por que não foi encontrada no Batalhão do Exército em Brasília.
A defesa solicitou que o STF defina a providência adequada para que a empresa realize a entrega do armamento à Polícia Federal.
Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado que o Exército apreendesse e entregasse, em até 48 horas, as armas de fogo vinculadas a Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado. Entre os armamentos, estão pistolas, fuzil e espingardas.
Na sexta-feira (3), o ministro já havia determinado a entrega das armas, mas por parte da defesa do ex-presidente. Agora, na nova decisão, cabe ao Exército recolhê-las e entregá-las à Polícia Federal.
A determinação ocorre após a PMDF (Polícia Militar do Distrito Federal) apreender, com o agente do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) Estácio Leite da Silva Filho, uma pistola de Bolsonaro durante uma blitz na região administrativa de Taguatinga, no Distrito Federal.
No caso, investigado pela Polícia Civil do DF, os policiais concluíram que não houve cometimento de crime por parte do ex-presidente. Os investigadores confirmaram, junto ao Exército, que a arma possuía registro válido e que não havia impedimentos para que Bolsonaro a mantivesse em sua residência.
Fonte: R7





