A investigação sobre a morte do empresário Glicério Oliveira Feitosa levou a Polícia Civil a identificar um grupo suspeito de escolher e monitorar vítimas para roubar joias, relógios e outros objetos de valor na Grande João Pessoa. Nesta quarta-feira (28), sete pessoas foram presas durante a Operação Aurum, que apura a participação dos investigados no crime ocorrido em 14 de maio, no bairro do Geisel.
Inicialmente tratado como homicídio, o caso passou a ser apontado pela polícia como latrocínio, roubo seguido de morte. Em entrevista à TV Correio, o delegado-geral da Polícia Civil, André Rabelo, afirmou que o empresário foi escolhido como alvo de uma ação patrimonial e acabou baleado ao reagir à abordagem.
A apuração indica uma divisão de tarefas entre os suspeitos. Enquanto alguns identificavam pessoas com objetos de interesse do grupo e acompanhavam seus deslocamentos, outros ficavam responsáveis pela abordagem. As informações eram compartilhadas em um grupo de WhatsApp. Publicações nas redes sociais também eram utilizadas para identificar possíveis vítimas, segundo a Polícia Civil.
Entre os presos estão dois homens apontados como participantes diretos da abordagem ao empresário. Uma influenciadora digital também é investigada por suspeita de disponibilizar um automóvel utilizado no monitoramento de Glicério. Segundo o delegado-geral, o ex-namorado dela teria participado desse levantamento. A responsabilidade individual dos investigados continua sendo apurada.
A defesa da influenciadora contesta qualquer participação dela na morte. Conforme manifestação da advogada Ana Stephanie, o veículo teria sido utilizado por um homem com quem a cliente manteve um relacionamento, e ela desconhecia eventual envolvimento dele em atividades criminosas. A defesa também sustenta que os rendimentos da investigada vêm de seu trabalho na internet.
Coordenada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Capital, a operação recolheu uma motocicleta apontada pela investigação como utilizada no crime, uma caminhonete Hilux, joias e relógios. Os materiais apreendidos serão analisados para complementar as provas e esclarecer a atuação dos suspeitos.
O crime
Glicério foi atingido por disparos em frente a uma loja de veículos no Geisel. Câmeras de segurança registraram a chegada de dois homens em uma motocicleta. Um deles desceu e atirou contra o empresário, que tentou sacar uma arma da cintura.
Natural de Parambu, no Ceará, Glicério atuava nos setores de alimentação e transportes. Em 2023, recebeu o título de cidadão paraibano da Assembleia Legislativa. No ano seguinte, disputou a Prefeitura de Bayeux pelo Partido Novo.





