O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, afirmou, durante agenda na Paraíba, que seu eventual governo teria como principais compromissos com o estado o aumento da atividade econômica, o combate ao crime organizado e o enfrentamento ao que chamou de “oligarquias” políticas.
Em entrevista ao Polêmica Paraíba, Renan Santos foi questionado sobre as prioridades de uma possível gestão federal para a Paraíba. Segundo o candidato, as propostas para o estado seriam semelhantes às defendidas para outras regiões do país, com foco na geração de empregos e no aumento da atividade econômica.
Renan citou o número de famílias paraibanas atendidas pelo Bolsa Família e defendeu a ampliação da participação da população no mercado de trabalho formal, seja por meio de contratos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), do Microempreendedor Individual (MEI) ou de outros modelos de contratação.
“Mais de 600 mil famílias estão no Bolsa Família. A gente tem que ter mais famílias com atividade econômica formal”, afirmou.
Combate ao crime organizado
Na área da segurança pública, o candidato defendeu uma atuação mais rigorosa contra organizações criminosas. Ao comentar a situação da Paraíba, afirmou que o estado estaria recebendo integrantes de grupos criminosos de outras regiões.
“Vocês estão num caso, vamos dizer, meio diferente, que a Paraíba é um estado que está recebendo pessoas de outros lugares do Brasil que estão se mudando para cá, mas ao mesmo tempo que também está recebendo o Comando Vermelho”, declarou.
Renan defendeu o que classificou como uma política de “destruição do crime organizado” e afirmou que o combate às organizações criminosas precisaria ser realizado de maneira “muito dura”.
Críticas a grupos políticos
Outro ponto destacado pelo candidato foi o que chamou de “destruição de certas oligarquias”. Segundo Renan, grupos formados por famílias tradicionais exercem influência política na Paraíba há muitos anos.
“Tem um grupo de famílias que adianta a política da Paraíba há muito tempo, e isso nunca se resolve”, afirmou.
O candidato também relacionou a questão política à administração pública, especialmente nos municípios do interior. Ele voltou a citar uma proposta denominada “lei de responsabilidade gerencial”, que, segundo ele, poderia produzir impactos econômicos e sociais no estado.





