New Jersey, Estados Unidos
Neymar tinha acabado de passar pelos jornalistas, que o esperavam na zona mista, ontem, no estádio MetLife.
Em vez de palavras, só olhares furiosos, como se os repórteres tivessem culpa pelo seu quarto fracasso em Copas do Mundo.
Em seguida veio Vinicus Júnior, jogador muito mais badalado e reverenciado pela imprensa internacional.
Ele olha de maneira diferente, arrasado. Se sentindo culpado por frustrar as expectativas depositadas nele.
E o melhor do mundo em 2024 pede desculpas.
“É um momento muito delicado. Tenho poucas palavras agora, por conta de como foi o jogo, da eliminação, por não termos feito as coisas corretas no jogo que precisava tanto.
“Peço desculpas à torcida que acreditou em nós. Desta vez, não foi possível. Mas não vou desistir de tentar colocar o Brasil novamente no topo.”
O ato de pedir desculpas repercutiu no mundo todo.
Mas poucas pessoas sabem o que Vinicius Júnior fez no vestiário, após a derrota para a Noruega.
Ele recebeu abraço e conversou muito com Carlo Ancelotti, ganhando apoio especial do italiano.
Os jogadores perceberam que, a partir de agora, Vinicius Júnior será o líder e a referência da Seleção Brasileira. Não mais Neymar.
O projeto Copa do Mundo 2030 terá como principal pilar o atacante do Real Madrid.
A provocação, a busca de valorização do ego não acontecerá mais.
O treinador e o atacante conversaram muito durante a Copa. A transição já começou a acontecer. Só não foi concretizada pela presença de Neymar na concentração.
Ele seguiu centralizando a atenção e tolhendo a personalidade expansiva de Vinicius Júnior.
O atacante contará com dois grandes jogadores como parceiros, para formar um ataque fulminante.
Estêvão e Rodrygo.
Os dois jogadores terão o espaço, o apoio que nunca tiveram na Seleção. O técnico italiano quer trabalhar meticulosamente um ataque avassalador, com velocidade, técnica e convicção.

Não com os atacantes coadjuvantes e que sentiram a pressão da Copa, principalmente nas partidas eliminatórias.
Das colunas sociais chegam as ‘notícias’ que Vinicius até abriu mão, teria até ‘deixado de lado’ seu relacionamento com a influencer Virginia Fonseca durante a Copa, para retomá-lo depois do Mundial, para não perder o foco da competição.
E para não expor também a namorada.
Atitude que, por exemplo, Neymar jamais tomaria.
Ou alguém se esqueceu de 2018, quando Bruna Marquezine acompanhava os treinamentos, ao lado dos parças do jogador? Eles filmavam e os adversários tinham a plena noção do time que Tite colocaria em campo.
Vinicius Júnior tem 25 anos.
Rodrygo, também 25 anos. E voltará a jogar no início de 2027, do rompimento do ligamento cruzado anterior e do menisco da perna direita.
Estevão, que teve estiramento muscular na coxa direita, deve voltar a jogar futebol em agosto. Tem 19 anos.
Esse trio junto é muito poderoso.
Formado por atletas vitoriosos e de personalidade.
Há ainda Endrick, Martinelli, Matheus Cunha.
Ancelotti sabe.
Pagou caro pela última aposta em Neymar.
O italiano deveria pedir desculpas a João Pedro.
Talentoso atacante que não veio para a Copa.
Para propiciar a Neymar e sua ‘última dança’.
Pelo menos foi a última mesmo…





